
Códigos, senhas, acessos, mentiras, verdades.
Atuar, gozar, guerrear, fingir, sobreviver.
Segredos, medos, artimanhas e maldades.
Relações descartáveis, embalagens descartadas.
Fugas completas, complexas fugas.
Meia culpa, culpa e meia.
Uma espera em vão no corpo de menina.
Uma expectativa desperdiçada no corpo de moça.
Um vazio impreenchível no corpo de mulher.
Uma saudade petrificada no corpo de senhora.
Impaciência tem sobrenome – solidão.
Decepção tem sobrenome – mentira.
Angústia tem sobrenome – ausência.
Dor tem sobrenome – traição.
Se eu fosse fogo estaria incendiando,
Se eu fosse nuvem estaria chovendo,
Se eu fosse navio estaria naufragando,
Se eu fosse terra estaria estremecendo,
Se eu fosse arranha-céu estaria desmoronando,
Poder... Poderia...
Poderia rasgar a alma em mil pedaços.
Poderia decepar cabeças para espalhar meu rancor.
Poderia abraçar o abismo para provar minha bravura.
Poderia construir pontes até você com as pedras lançadas.
Poderia conquistar o mundo para obrigá-lo a estar aos meus pés.
Sonhei que perdia meus dentes,
catava-os do meio do lixo,
retirava o pó e guardava.
Com você é diferente...
Continue no lixo e no pó!
Não é ódio, é constatação.
| 2009 |
"Minha impaciência tem nome – solidão."
ResponderExcluirMinha cara, nã.
Olhe olhe, ficar no estado em que estamos dá nisso: Textos bons e com temas idênticos!
Bem que papai disse que há amores nas dores.